Quando falamos em compulsão alimentar, muita gente confunde com o comer exageradamente ou com aquelas “abusadas” de final de semana. Primeiramente, a compulsão alimentar é uma doença psiquiátrica e não deve ser confundida com episódios pontuais em que acabamos comendo mais que o habitual, seja por um motivo de socialização ou de comemoração. Ela caracteriza-se pelo ato de comer uma quantidade muito maior que a maioria das pessoas comeria no mesmo tempo e na mesma ocasião. Sabe aquela extrapolada que a gente dá nas festas de final de ano? Então, pense em algo muito maior que isso.

A gravidade dessa doença está relacionada com a quantidade de episódios que acontecem dentro de uma semana, sendo que os motivos que levam a tais episódios podem ser estar relacionados com dietas muito restritivas, insatisfação com o próprio corpo ou sentimentos negativos relacionados à alimentação.

É importante lembrar que estamos falando de uma doença, e, portanto, seu tratamento deve ser feito por uma equipe multiprofissional especializada em transtornos alimentares. Além disso, muita gente busca o tratamento porque quer emagrecer, e não é esse o objetivo. O tratamento é muito mais complexo e prioriza a saúde do indivíduo.